terça-feira, 24 de março de 2009

Oralidade e Letramento

MARUSCHI, Luiz Antônio. Oralidade e Letramento. In: ______. Da Fala para a Escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001. p. 15-43.

Resumo:

Restringir o estudo de Oralidade e Letramento à Lingüística, e não analisar a função dessas duas práticas na sociedade é impossível. É fundamental atentar, primeiramente, aos usos da língua, não à forma ou à morfologia. A fala e a escrita são os dois focos formais da oralidade e do letramento, respectivamente, não tendo uma supremacia sobre a outra. A escrita, entretanto, por não ser adquirida naturalmente como a fala, ganhou status e prestígio, tornando-se um bem social desejável, indispensável à sobrevivência no mundo moderno. A supervalorização atribuída à escrita fez com que seus usuários mais leigos tornassem-se alvos de discriminação. Contudo, é equivocado acoplar alfabetização (domínio de leitura e escrita) a desenvolvimento, uma vez que estes nem sempre caminharam juntos ao longo da história. Apesar de a escrita ter ganhado tamanho valor, isso não fez a importância da fala ser diminuída. Ambas fazem parte da língua e tem usos singulares, cabendo ao usuário o dever de não confundir os contextos em que cada estrutura se faz mais conveniente. Não dicotômicas, as práticas de oralidade e letramento têm poder interativo, natureza social e potencial cognitivo, sendo ambas inerentes à comunicação.

Palavras-chave: Oralidade. Letramento. Fala. Escrita.

Resumo de Aulas - 4


Resumo das Aulas dos dias: 17/03 e 19/03

A Linguagem do Rádio

Para embasar essas aulas, nos foi proposta a leitura dos cap. 6 e 7 do livro A Linguagem do Rádio de Antônio Carlos Xavier. Munidos da leitura, pudemos discutir acerca dos temas abordados: Interação e Dialogismo. Pudemos perceber que interação é, por definição, uma série de ações socializadas em que várias pessoas são implicadas como agentes. A interação pode ser unilateral (quando um interlocutor tem volume maior de fala) ou bilateral (quando há mais de um interlocutor ativamente envolvido). Há diversos tipos de evento interativo, e há vários critérios para que eles sejam classificados como tal. Aprendemos também que toda interação é dialógica, visto que toda ação tem uma reação, ainda que não manifestada oralmente. Inclusive um monólogo é dialógico, pois produz uma reação em quem o ouve/assiste. No rádio, então, o locutor apesar de monologar, está dialogando, pois produz reação nos seus ouvintes.

Resumo de Aulas - 3


Resumo da Aula do dia: 12/03

A Retórica e o Informante

Nessa aula pudemos definir o que é a Retórica. Seria uma arte? Uma técnica? Um artifício? Na realidade, ela é um pouco de tudo. A retórica é a arte do bem falar, assim como uma técnica utilizada para produzir discursos bem elaborados. É artifício de comunicação que visa a sensibilização do público, a persuasão. Pudemos também perceber os objetivos de informar. Ao ato de informar pode-se atribuir a finalidade de possibilitar o conhecimento, de compartilhar informações e idéias. Mas pode-se, por outro lado, perceber que informar tem como objetivo moldar o indivíduo que recebe a informação, colocando-o numa fôrma, para que, quando apto a compreender o sentido do texto, possa ser persuadido. Ambos (o usuário da Retórica e o Informante) se apropriam do texto para garantir a persuasão.


domingo, 15 de março de 2009

Resumo de Aulas - 2


Resumo das Aulas dos dias: 05/03 e 10/03

Enunciado, Enunciação e Contexto

As aulas desta semana abordaram aspectos relevantes sobre Enunciado, Enunciação e Contexto, e seus papéis no discurso. Pudemos perceber que Contexto é o aparato circunstancial e social que oferece possobilidade de compreensão do texto. É o espaço semântico que cerca o enunciado, promovendo a enunciação através do discurso. Todo texto tem, por obrigatoriedade, uma determinada intenção. "Quem? O quê? A quem? Quando? Como? Onde? Para quê?" são questões acerca do discurso que precisam de respostas bem definidas para que seja possível a atribuição de sentido. Essas respostas formam o contexto em que o discurso foi produzido. Enunciado é uma sequência verbal utilizada para comunicar idéias. Já a enunciação é o processo de interação com enunciados verbais apoiados em conhecimentos anteriores. Essas definições nos permitem compreender o sentido de um discurso, e o seu papel na comunicação. Uma vez que discurso é o ato de organizar enunciados acerca de um determinado tema, com fins argumentativos para emitir opinião.

O Poder da Retórica


BRETON, Philippe. PROULX, Serge. O Poder da Retórica. In:______. Sociologia da Comunicação. Tradução: Ana P. Castellani. São Paulo: Edições Loyola, 2002. p. 27-38.

Resumo:

A retórica surgiu no séc. V a.C. num contexto de luta popular por propriedades perdidas, uma vez que para retornar ao equilíbrio era inviável o uso da força. Foram desenvolvidas, então, diversas técnicas de discurso, objetivando sensibilizar e impressionar o público facilitando a aceitação das idéias. Começaram a surgir derivas que definiam a função do discurso e a retórica, mas é Aristóteles quem a entende como uma nova arte, uma prática flexível de comunicação cotidiana. O estilo de vida romano propiciou o desenvolvimento da retórica como técnica de comunicação. Com o advento da República, os discursos políticos eram cada vez mais freqüentes, uma vez que a opinião pública era determinante. A solidez do Império Romano deu-se graças à retórica, pois nos povos dominados instigava-se um sentimento de orgulho por estarem fazendo parte de um império tão justo e grandioso. O pragmatismo romano suscitou o nascimento da informação, da transmissão de conhecimentos. Era a retórica sendo útil à vida social. Com seu aperfeiçoamento, passou a ser ensinada; essa cultura de comunicação ensinava aos alunos a defesa de seus direitos como cidadão. Conscientes da importância de informar, os romanos consolidaram a idéia de comunicar-se com a sociedade. Iniciou-se a comunicação social.

Palavras – chave: Retórica. Comunicação. Informação. Poder.

sábado, 7 de março de 2009

Resumo de Aulas - 1

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Resumo das Aulas dos dias: 26/02 e 03/03
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Língua, Linguagem e Sujeito

As aulas desta semana basearam-se basicamente na definição de língua, linguagem e sujeito. Porteriormente à leitura de um capítulo do livro Desvendando os Segredos do Texto, tivemos maiores condições de debate em sala de aula. Linguagem é a forma de comunicação humana expressa por meio de signos variados, constituindo tipos diversos de linguagem (ex.: Linguagem Verbal). Língua, por definição, é um sistema de signos que, desenvolvido em contexto, efetiva a interação humana (ex.: Língua Portuguesa). O Sujeito, por sua vez, faz uso da linguagem, através da língua, para tornar comum suas intenções. Ele tem relativa autonomia e se comunica em contextos determinados. Há três tipos básicos de sujeito, organizados de acordo com a posição que assumem perante a sociedade: o sujeito pscicológico, o assujeitado, e o pscicossocial. O primeiro é consciente de suas ações e não pondera consequências antes de proferir seu discurso; o segundo age como porta-voz da idéia alheia, servindo de "marionete" na maior parte do tempo; e o terceiro é o ator social, busca sempre o equilíbrio, e sabe selecionar a informação a ser dita por ter noções de sobrevivência em meio social. Coube ao professor nos fazer refletir sobre o tipo de sujeito que temos sido até então, e a postura que desejamos adotar daqui pra frente.

terça-feira, 3 de março de 2009

Desvendando os Segredos do Texto

Resumo do Capítulo I do Livro:
KOCH, Ingedore. Desvendando os Segredos do Texto. São Paulo: Cortez, 2003.


Concepções de Língua, Sujeito, Texto e Sentido

Os conceitos de língua e sujeito estão ligados de forma direta. Para cada concepção de língua há uma forma correspondente daquele que a utiliza, sendo estes, então, conceitos variáveis. Os lingüistas enxergam de maneira diferente o comportamento do sujeito perante a língua, possibilitando diversas interpretações sobre o papel do sujeito na sociedade e na transmissão de mensagens. A concepção de texto é dependente do conceito que se adota de língua e sujeito. Fica explícita, então, a interatividade entre esses pontos básicos de construção da comunicação. Estabelecer uma relação entre locutor e interlocutor é essencial para que a interatividade possa existir. O produtor do texto tem o papel de transmitir a mensagem; ao receptor cabe o papel de interpretá-la, possuindo, assim, caráter ativo na construção do entendimento. A compreensão de um texto depende dessa atividade interativa, fazendo com que o sentido seja algo complexo, elaborado e variável, podendo assumir várias formas dependendo do interlocutor. Percebe-se, então, que a comunicação visa à produção de sentido. Desde o momento em que o sujeito produz o texto, de acordo com as possibilidades que a língua lhe oferece, ao momento em que a mensagem chega ao interlocutor, que a recebe com o objetivo único de decodificá-la, visando ao próprio entendimento.

Palavras - chave: Língua. Sujeito. Texto. Sentido.