domingo, 31 de maio de 2009

Acreditar na Mídia?

Relatório da Aula ministrada em 29/05

Para Desconfiar

Nessa sexta-feira, eu (Camila Almeida), Anna Vasconcelos e Camila Rodrigues, ministramos uma aula no Colégio Atual - Piedade como Projeto Final da disciplina Português III. O objetivo era convencer alunos de 5ª/6ª série a não acreditar, plenamente, na mídia. A experiência foi
maravilhosa, os alunos foram muito participativos e já possuiam algum senso-crítico. Nós tentamos, através de brincadeiras e falsas notícias, esclarecer a essas crianças alguns pontos acerca da mídia. Elas demostraram total receptividade ao tema, o que facilitou o alcance de um resultado positivo. Esperamos poder repetir a dose de aula, pois fazer com que crianças tenham uma visão mais crítica acerca da mídia é o primeiro que podemos dar para formar de cidadãos donos de seus próprios pensamentos e de difícil manipulação. Foi, simplesmente, uma experiência de realização profissional - com muita alegria e satisfação.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Resumo de Aulas - 13

Resumo das Aulas dos dias: 26/05 e 28/05

Reforma Ortográfica

A Língua Portuguesa foi homogeinizada. Todos os países que adotam o Português como língua oficial tem que se adaptar, até 2012, à nova ortografia. Com os objetivos de facilitar o uso/aprendizado da língua e de unificar/fortalecer os países lusos perante o mundo, apresenta-se aí, a Reforma Ortográfica. Na aula do dia 26, analisamos suas peculiaridades e entendemos que, embora seja de difícil assimilação para nós, que dominamos a língua, a reforma foi necessária e solidificará nossa língua materna. Vale ressaltar que tais reformas se aplicam, apenas, no âmbito da escrita, uma vez que as singularidades da oralidade não podem ser uniformizadas.

sábado, 23 de maio de 2009

Resumo de Aulas - 12

Resumo das Aulas dos dias: 19/05 e 21/05

Atos de Fala

Esse tópico aborda a linguagem como forma de ação. Todo dizer é um fazer, e partindo do que se diz, pode-se entender o comportamento comunitcativo dos interlocutores. O ato de falar implica em algo mais do que dizer, falar é agir. Esses atos tem três momentos simultâneos: o Locutório (organização da frase segundo as normas gramaticais), o Ilocutório (atribuição de força e intenção ao texto) e o Perlocutório (destinado a convencer/persuadir). Esses efeitos de sentido, desejados pelo locutor, podem ou não se realizar: dependem diretamente da interação com o interlocutor.

OBS: Na primeira aula foi abordada a Ação dos Verbos Introdutores de Opinião, entretanto o texto já havia sido resumido e encontra-se, aqui, postado. Também pegamos o texto de um colega sobre o Papel da Mídia para corrigir.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Qual o papel da mídia?


O bombardeio de futilidades na Terra do Consumo

A mídia tem o papel fundamental de propagar informação de qualidade ao maior público possível. Mas não, apenas, informar o cotidianamente trivial e sem profundidade – a mídia deve formar. Imagem, notícia, arte, propaganda. Todos atuam a serviço da mídia como instrumentos de comunicação; tais meios devem ser ocupados com mensagens verdadeiras e, por vezes, denunciadoras, para que suscitem ao pensamento crítico o consumidor midiático.

Consumo. Esse é o termo mais adequado para explicar a mudança de papéis da mídia. A informação, agora tratada como produto, só é fornecida pelos grandes meios de comunicação, se a venda em atacado for garantida. O consumidor, que busca entretenimento após um dia exaustivo de trabalho, é bombardeado com bastante diversão e futilidade em detrimento do conhecimento e da denúncia social. Se quem compra não exige qualidade, não é o fornecedor que se queixa do comodismo.

O compromisso com a verdade e com a crítica fundamentada à sociedade perdeu-se em meio à enchente de vulgaridades. É papel da mídia funcionar como serviço público à população; denunciar as falhas da estrutura social vigente é um passo primordial para que mudanças verdadeiras sejam alcançadas. A comunicação de informações vazias de conteúdo, no entanto, prejudica, diretamente, o aprimoramento do olhar crítico do cidadão sobre a sociedade.

A transformação da imprensa em grande negócio capitalista é o principal fator para a alienação do consumidor midiático. Ao estar rodeado por uma mídia de fácil consumo, esse consumidor perde o tempo da reflexão para o montante de informações proveniente da imprensa que é engolida sem precisar mastigar.

A mídia, que deveria formar cidadãos críticos, comunicar informação de qualidade e estar disponível à população como serviço público, muda aos poucos seu papel por estar inserida num contexto capitalista. Os meios que se comprometem com a verdade e com a propagação de conhecimento perdem espaço, cada vez mais, por não possuírem uma lógica de mercado intrínseca. A arte, o cinema e a música parecem pequenos indefesos perto do glamour das novelas e dos reality shows. Enquanto o cidadão não for estimulado a sentir prazer através do consumo de conhecimento, a mídia continuará em crise, assim como os valores do mundo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Verbos Introdutores de Opinião


MARCUSCHI, Luiz Antônio. A ação dos verbos introdutores de opinião. In:_____. Fenômenos da Linguagem: reflexões semânticas e discursivas. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007. p. 146-168.

Resumo:

Relatar o discurso alheio implica em tomar uma posição acerca do tema. E essa postura transparece no discurso relatado mediante os verbos utilizados para introduzir a opinião do autor. Embora sutil, a distorção existe e evidencia o fato de a neutralidade ser inalcançável. Parafrasear fielmente ideias num texto jornalístico, onde a economia de espaço é virtude, é quase impossível, uma vez que fica a cargo dos implícitos a missão de dizer o que, ali, não cabe. Aos verbos introdutores de opinião, passam a ser intrínsecas as intenções do relator, pois os verbos por ele escolhidos carregam, também, a interpretação/ compreensão atribuída ao discurso original. Assim, a síntese jornalística de opiniões faz com que seus verbos introdutores carreguem mais sentido do que se imagina; dependendo da enunciação em que estejam inseridos podem assumir conotações diversas, não podendo nunca ser analisados fora de contexto. O objetivo principal desse estudo é analisar a parcialidade, que se dá, sutilmente, a partir da seleção de verbos e da interpretação do discurso alheio, além de discutir as proporções – por vezes exageradas – que a manipulação adquire em relatos jornalísticos. Assim, visando à disponibilização de um instrumento que suscite à leitura crítica de jornais, o autor deixa claro que palavras não são meras vias de comunicação. Nenhuma delas é escolhida por acaso.

Palavras - chave: Verbos. Opinião. Relato. Parcialidade. Manipulação.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Resumo de Aulas - 11

Resumo das Aulas dos dias: 14/05 e 18/05

Implícitos Linguísticos
Subentendido, Pressuposto e Implicatura

As notícias precisam dizer muito, mas em poucas palavras. O artifício utilizado pelo sintetizador de informações para a solução desse problema é a utilização de IMPLÍCITOS. Ao leitor, cabe a capacidade de ler as entrelinhas, (não)escritas pelo comunicador, mas fundamentais para a compreensão do texto. O jornalista insinua, o leitor informado pega no ar. E é nessa economia de palavras, e na credibilidade que se dá ao interlocutor (nunca subestimando sua inteligência), que o informante comunica a informação por completo, ainda que não diga tudo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Miséria do Jornalismo Brasileiro


SILVA, Juremir Machado da. A miséria do jornalismo brasileiro: as (in)certezas da mídia. 2 ed. Petrópolis: Vozes, 2000.

Resumo do Debate dos dias: 07/05 e 12/05

O livro de Juremir da Silva é excelente no que condiz à geração de polêmicas. Intensamente debatidos, os capítulos do livro tornaram-se objetos de análise profunda sobre o jornalismo atual e sobre o nosso papel, como jornalistas, nesse meio. Com críticas arrasadoras ao sistema midiático vigente, Juremir nos faz perder qualquer ingenuidade que ainda possa existir acerca dos mitos da profissão. O debate foi muito produtivo, saudável. Nos fez crescer como estudantes de Comunicação SOCIAL.

sábado, 9 de maio de 2009

Resumo de Aulas - 10


Resumo da Aula do dia: 05/05

Emabalagem, Conteúdo e Propaganda

Esses são os meios pelos quais um produto se legitima/impõe no mercado.
Contudo, o produto aqui é o discurso. Com função persuasiva intríseca, os discursos contêm elementos argumentativos essenciais: Ethos, Logos e Pathos. O Ethos representa a maneira como se diz, a forma do texto, a embalagem. O Logos é o que se diz, a essência, o conteúdo do discurso. O Pathos é a emoção no que se diz, vai além das aparências, é a propaganda. Esses recursos são capazes de atestar legitimidade e autoridade ao discurso ao trabalhar em equipe. A ausência de qualquer um desses prejudica a persuasão, fazendo com que o caminho para atingir esse objetivo fique muito mais tortuoso. Esses elementos também estão presentes nas pessoas, e em como elas se apresentam à sociedade: em seus gestos, suas roupas, seu tom de voz, sua personalidade, seu caráter. Enfim, apesar do Logos ser o mais importante, ele por si só não se sustenta. Num mundo de aparências, ai daquele que não investir caro em design e publicidade.